sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sobre Gerações - com Isaak Soares (Parte 2)

Saiu a 2ª parte da entrevista com o Professor Isaak sobre gerações!

Clique, assista e adquira mais conhecimento:





Até logo!
Continue lendo ››

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Sobre Gerações - com Isaak Soares

Para entender as diferenças entre gerações e sua importância para a área do Marketing, a aluna do CST de Marketing, Karine Oliveira, entrevistou o Mestre em Administração e Professor do Unicuritiba: Isaak Soares.

Na primeira parte deste papo foram analisadas duas perspectivas: O que é o estudo geracional e quais são as diferenças que esse estudo pode gerar, quando aplicado em outros países.

Acompanhe o vídeo a seguir e fique por dentro do universo das gerações:




Continue lendo ››

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A Economia como a Ciência do Governante, Estadista e do Administrador.

As Ciências Econômicas municia o Governante e o Estadista a tomar decisões que influenciam a vida de milhões de pessoas. É a partir de cenários e projeções econômicas que os políticos avaliam, ou deveriam avaliar, se suas decisões podem promover a estabilidade geral da economia de seu país, se o crescimento econômico pode gerar desenvolvimento ou se tais medidas vão impactar na geração de emprego e renda para a população.
Essa análise pode ser levada também para o mundo corporativo. Na firma o Administrador deve ter, da mesma forma que o Estadista, o conhecimento na área econômica e seguramente uma equipe de economistas para suportar suas decisões.
Quando observamos a história econômica de um país e seu desenvolvimento é razoável analisar os principais bens e serviços produzidos e oferecidos nessa região, e o que levou à sua produção, como ocorreram seus ciclos e assim tomar as melhores decisões para investir no presente e futuro.
No Brasil, um número significativo dos cursos de administração oferta a seus discentes disciplinas relacionada à Formação Econômica do Brasil e Economia Brasileira. Quando se deparam com elas esses estudantes interrogam o que o estudo de toda essa teoria econômica e histórica pode agregar em sua formação como administrador.
Pode-se afirmar que através da história é que podemos entender o atual momento econômico de uma nação. E é imperativo afirmar também que todas as firmas são afetadas pelas políticas macroeconômicas implantadas pelas autoridades econômicas. O. Nesse sentido, são impactadas pela economia geral do país. Assim sendo, é de fundamental importância que os administradores adquiram conhecimento sobre o momento econômico e sua história.
O conhecimento de Política Monetária, Cambial e Fiscal são tópicos essenciais para a sobrevivência de uma corporação, além de, políticas anti-inflacionárias,  os principais produtos de exportação e importação, que tem a ver com Balança Comerciale consequentemente com Balanço de Pagamentos, os principais setores em que o país cresceu e se esse crescimento gerou desenvolvimento, que pode abrir um novo nicho de mercado e consequentemente uma expansão das atividades da empresa.
A taxa de câmbio é, de acordo com a teoria econômica, o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações da moeda nacional. No Brasil hoje, essa taxa é definida pelo mercado e apenas acompanhada e divulgada pelo Banco Central, mas em outros momentos da nossa história econômica, essa taxa foi definida pelo governo, como por exemplo, durante a implantação do Plano Real ( 1993/4 até 1999), também é significativo citar o período da Era  Vargas ( 1930 – 1945). 
Para os administradores de empresas é muito importante saber o valor da taxa de cambio. Primeiramente as empresas que atuam na área de exportação/importação, pois, a taxa pode fazer com que os seus produtos fiquem mais caros ou mais baratos para os compradores externos e internos, podendo então ter como consequência o aumento ou diminuição da demanda. Evidente que isso também depende de outras variáveis, tais como, da elasticidade da demanda do produto, outro conceito econômico. 
A taxa não é importante apenas para as empresas exportadoras, que vendem seus produtos em outros países. O cambio também é fundamental para as firmas importadoras, pois, dependendo dos preços de importação o mercado interno pode sofrer variações significativas e afetar as taxas de inflação. 
Nesse contexto, Inflação pode ser definida como o aumento contínuo e generalizada no nível geral de preços, o que significa que o valor real da moeda é depreciado. Assim sendo, muitas das decisões tomadas pelas autoridades econômicas para manter a estabilidade dos preços, e essas medidas podem variar de governo para governo e que certamente vão impactar em diversos fatores produtivos. 
Nesse sentido, o administrador deve ficar precavido às mudanças inflacionárias e as medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades constituídas para conter a pressão inflacionária, assim como a todas as decisões na área econômica, com o intuído de definir suas políticas internas, tais como, estoque, política salarial, a política creditícia aos clientes e aos fornecedores e a todo o fluxo normal de uma corporação.

Prof. Semí Cavalcante de Oliveira                    
Continue lendo ››

Qual o Preço da Felicidade?


O conceito de felicidade relaciona-se à ideia de bem-estar. As pessoas buscam, constantemente, atingir um estado no qual sintam prazer de estarem vivas. Do ponto de vista econômico, a felicidade está relacionada à posse de bens materiais. De acordo com essa perspectiva, o indivíduo irá se sentir mais feliz à medida que lhe for facultada a possibilidade de ampliar suas alternativas de consumo. Não por acaso, o pensamento econômico tradicional entende que o objetivo de maximização da renda está associado ao aumento do consumo. Por sua vez, o incremento no consumo leva a um maior bem-estar e, consequentemente, à sensação de felicidade. (César Nazareno Caselani FGV-EAESP)

De acordo com o referido Professor Caselani: “A felicidade costuma ser assunto de interesse dos chamados “profissionais da alma”: psicólogos, sociólogos e antropólogos. Recentemente, porém, os economistas também se interessaram pelo tema. Consumo, trabalho, lazer, ecologia e remuneração passaram a ser tópicos utilizados pelos economistas para explicar a felicidade e analisar os custos que sua busca acarreta para os indivíduos e a sociedade”. Nesse sentido, diversas pesquisas estão sendo realizadas,  por conceituadas Universidades e seus respectivos Departamentos de Ciências Econômicas, no intuito de medir “financeiramente” o preço da felicidade”. 
A revista científica “PNAS” publicou uma recente pesquisa realizada por economistas americanos, com 450 mil pessoas residentes nos Estados Unidos, revelando que “Para ser feliz, o importante não é ser rico, mas, isso sim, não ser pobre.” 
A pesquisa evidenciou que a partir de um ganho médio mensal com o qual os entrevistados disseram se sentir “não pobres”: R$ 11,3 mil. Esse valor passou a ser então o limite de “corte” na pesquisa. Nesse sentido, R$ 11,3 mil por mês é o ponto a partir do qual mais dinheiro não significa necessariamente mais felicidade. Além desse “corte”, a riqueza nada mais acrescenta de felicidade.
Outros fatores, estritamente pessoais, tais como solidão, obesidade, ou, apresentar problemas crônicos de saúde não interverem no sentimento de felicidade segundo a pesquisa. O fator que lidera como uma necessidade básica para que sentimento de felicidade se manifeste para os entrevistados, desde que se ganhem os R$ 11,3 mil, é ser religioso e possuir plano de saúde, superando inclusive a felicidade de ter filhos.
Contudo, varias outras pesquisas, que também merecem credibilidade, atestam que nos Estados Unidos para ser feliz, uma  pessoa necessita perceber mensalmente a quantia de 95 mil dólares, em reais, aproximadamente 25 mil Reais por mês. Essas mesmas pesquisas aponta que na América Latina um salário de aproximadamente 10 mil reais mensais, basta para gerar um sentimento de felicidade. Pois com essa quantia, a pessoa pode satisfazer suas necessidades básicas, incluindo, lazer.
Ao ler e analisar tais pesquisas diversos questionamentos nos incomodam. A felicidade então tem um Preço? O Ter e mais importante que o Ser? As realizações pessoais não interferem nesse quadro de felicidade? Quando estudamos e buscamos aperfeiçoamento constante, visamos apenas a promoção na firma onde trabalhamos e consequentemente mais salário? A felicidade esta intrinsicamente ligada a bens materiais? Essas indagações e muitas outras refletem não um descrédito em relação às pesquisas que certamente utilizaram métodos científicos, mas um sentimento de impotência e no0s mostra um grande paradoxo, pois, ainda segundo Caselani: “Embora o comportamento humano muitas vezes pareça buscar a realização pelo consumo, não é preciso uma análise sofisticada para concluir que não existe relação direta entre consumo exacerbado e felicidade. Quando as pessoas trabalham mais para consumir mais e atingir a felicidade, acabam por se tornar infelizes por não dispor de tempo suficiente para o lazer”.
Mas a pergunta que nunca cala...você é feliz? Ou um dia vai se considerar feliz?


Prof. Semí Cavalcante de Oliveira


Continue lendo ››

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Feira de Profissões do Grupo Marista

          O Curso de Administração do Unicuritiba esteve presente na Feira de Profissões do Grupo Marista, no dia 26/05/2018. Em destaque na imagem abaixo o Coordenador Profº Wagner Rodrigo Weber, e os Professores Semi Cavalcante de Oliveira e Samir Bazzi.






Continue lendo ››

A Guerra Comercial Entre Estados Unidos e China e Seus reflexos para a Economia Brasileira

Quando Michel Temer assumiu a Presidência da República a dois anos e compôs seu ministério com nomes medíocres em praticamente todas as áreas, apenas para satisfazer os partidos aliados e conseguir manter-se no poder, a única exceção e que mereceu elogios foi a sua equipe econômica. Contudo, no primeiro semestre de 2018 o responsável pela economia do país, Henrique Meirelles, abandonou seu posto para se aventurar como pré-candidato à Presidência da República. O competente Presidente da Petrobrás, Pedro Parente, renunciou ao cargo pressionado pela paralização do setor de transporte. 

E paralelamente aos nossos problemas econômicos e políticos internos, uma violenta Guerra Comercial entre as duas maiores potências econômicas mundiais está na iminência de implodir a economia global e afetar de forma drástica a economia brasileira.
Nesse sentido, alguns questionamentos sobre o assunto são inevitáveis: Uma Guerra Comercial? O que é isso?  Por que o aço e o alumínio? Por que nesse momento histórico?  E o que, nós brasileiros, podemos esperar dessa coisa toda?
O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, aprontou mais uma ao anunciar uma sobretaxa de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre a de alumínio pelos Estados Unidos.
O Mandatário norte americano ainda colocou mais combustível no fogo ao utilizar as redes sociais e afirmar que uma guerra comercial é fácil de ganhar. A reação do mercado foi imediata, de forma negativa, e as bolsas sofreram quedas acentuadas ao redor do mundo.
“Foi um posicionamento um tanto inesperado, pois havia quem especulasse sobre uma “ certa” normalização do Governo Trump após sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos. Ele está agindo totalmente ao contrário da posição defendida pelos Estados Unidos naquela ocasião. “Ele agora está aplicando a opção mais dramática diretamente na largada”, diz Marcos Troyjo, economista e diplomata que dirige o BRIClab da Universidade de Columbia.
Medidas protecionistas sempre meteram medo em economias abertas e liberalizantes como a dos Estados Unidos, e sempre foi um ponto de preocupação das administrações anteriores. Mas com a administração Trump tudo é possível. E por que o aço e o alumínio, sobretudo o aço?  E por que agora?
“Trump escolheu aço e alumínio porque são commodities industriais que ele entende e com que se importa, e porque a produção de aço tem ressonância emocional em partes do Meio-Oeste”, afirma Ian Bremmer, Presidente da Eurásia, uma consultoria de risco político.
Ele afirma ainda que Wilbur Ross, o então Secretário de Comércio dos Estados Unidos, fez grandes investimentos no setor siderúrgico e que esse setor já tinha pronto a suas demandas por tarifas assim que Trump foi eleito e assumiu o poder naquele país.
Os papéis das siderúrgicas americanas estão disparando no mercado financeiro, enquanto os títulos dos fabricantes de cerveja e do setor automobilístico sofrem quedas significativas, pois preveem alta de preços em suas matérias-primas.
Especialistas da área econômica alertam para o risco de pressões inflacionárias em uma economia que já está superaquecida, além da represália de parceiros comerciais.
O Brasil destaca-se como um país duramente afetado por essa Guerra comercial, já que foi o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos durante os nove primeiros meses de 2017, atrás apenas do Canadá. A reação do Governo Brasileiro tem sido muito branda e morosa. O Ministério das Relações Exteriores, comandada pelo igualmente questionável Ministro Aloysio Nunes tem se mostrado, no mínimo, temeroso no enfrentamento do prélio.
A guerra Comercial entre Estados Unidos e China com relação ao aço e alumínio, e, por consequência atingiria outros tantos produtos, pode reduzir o crescimento do PIB brasileiro em 1,1% em 2019, afirma estudo do Banco Santander.
O Brasil corre o risco, em última análise, com a elevação de 25% na tarifa média imposta pelos Estados Unidos aos produtos chineses e a proporcional retaliação do País Asiático.
Se acontecer uma desaceleração do crescimento das economias Chinesa e Americana, afirma Adriana Dupita uma das autoras do estudo do Banco, o bolo global vai encolher. E afeta a economia mundial como um todo.
As projeções dos especialistas, sem uma guerra comercial, são de um crescimento para a economia brasileira de 3,2% tanto para 2018 como para 2019. Com a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, essa projeção cai para 2,8 para 2018 e 2,1 para 2019.
Contudo, apesar de relevante, essa queda não mudaria a rota de recuperação econômica do Brasil, segundo o estudo do referido Banco. As condições financeiras seriam a mais afetada, uma vez que é necessário levar em conta os índices de volatilidade do mercado financeiro internacional. Internamente o crescimento, ou a redução dele, afeta diretamente a taxa real de juros e o índice de confiança do consumidor.
Uma guerra comercial entre grandes potências leva a deterioração das condições financeiras internacionais e consequentemente aumenta o medo de riscos o que é prejudicial para os mercados emergentes como o Brasil e América Latina de forma geral.
O medo de se arriscar conduz ao aumento das taxas de juros internacionais e assim, os investidores fogem dos mercados emergentes e correm para papeis de menor risco, como os títulos do tesouro americano que oferecem risco zero.
O aumento em 25% nas tarifas bilaterais entre Estados Unidos e China, leva a economia global a uma assustadora desaceleração em 2018 de 1,3% e de 7,6% em 2019. O preço das commodities (leia-se minério de ferro e soja no caso brasileiro) pode cair em 2,5% em 2018 e 15% em 2019. Uma verdadeira tragédia para a balança comercial brasileira.
Uma disputa comercial dessa magnitude leva os produtos tarifados a um aumento de preços num primeiro momento, mas caem significativamente depois. A explicação é simples: O aumento dos preços tende a derrubar a competitividade e o volume das transações desses produtos em escala mundial, enfraquecendo, dessa forma, o comercio como um todo.
Definitivamente, essa guerra comercial não será benéfica para os exportadores brasileiros, assim como para América Latina de forma geral. A China (22%) e a Latino América (19%) juntas representam quase a metade das exportações brasileira.
Para cada ponto percentual de redução do crescimento da China, as exportações brasileiras perdem 3%. Pela combinação de menor preço e menor quantidade exportada.
Como as exportações representa apenas 12% na formação do PIB, a queda levaria a um impacto não muito relevante sobre o crescimento econômico brasileiro. Contudo, as autoridades econômicas brasileiras poderiam se posicionar de maneira mais intensa e agressiva nesse combate, uma vez que, qualquer ponto percentual de não crescimento ou mesmo de redução na nossa pouco sustentável economia representa muito para nosso empresariado e para o povo brasileiro de forma geral. Sobretudo, na geração de empregos - um dos piores indicadores da economia brasileira atual, que reflete a falta de investimentos tanto do governo quando do setor privado.

Prof. Semí Cavalcante de Oliveira – Economia Brasileira
Continue lendo ››

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O Preço dos Combustíveis, a Crise Cambial e a Inércia do Governo Temer

Prof. Semí Cavalcante de Oliveira
Desde 2017 a política de preços da Petrobrás mudou. A estatal deixou de manipular e manter de forma artificial o preço dos combustíveis internamente (Política esta praticada de forma corriqueira no governo do Partido dos Trabalhadores) e passou a refletir no mercado interno o preço de acordo com o mercado internacional do Petróleo, o que é lógico e racional.
Deste o início de 2018 este produto vem seguindo (aumentando) os preços de acordo com os pregões internacionais. Nesse sentido, é uma política correta, afinal o Brasil é uma economia de mercado, e, assim sendo, o mercado, com seus mecanismos de controle (leia-se a lei da Oferta e da Demanda – livre concorrência). Como os combustíveis são produtos essenciais para a atividade econômica e o mercado totalmente livre pode gerar especulações e abusos na prática dos preços, o Governo Federal tem suas Agencias Reguladoras para estabelecer a ordem. Assim deveria ser de acordo com os princípios neoliberais.
Mas o Petróleo é uma commodities, e como tal, seu preço é cotado em dólar. E com a crise cambial vivida de forma global, motivada por questões políticas e econômicas, sobretudo, pelas decisões levadas a cabo pelo Governo dos Estados Unidos da América neste primeiro semestre de 2018, a Taxa de câmbio, principalmente nos países com déficits externos muito elevados e com fundamentos macroeconômicos pouco sustentáveis, tem sido pressionada para cima.
De acordo com o Economista Lucas Dezordi, a partir de 4 de julho de 2017 a Petrobrás implantou uma política de reajustes constantes e consistentes de preços com base no cenário internacional. Desde esse período, tanto gasolina como Diesel sofreram um aumento considerável em seus preços. E os motivos são óbvios já que o Petróleo é dolarizado.
Diante desse quadro o que fazer? A população de forma geral deve buscar alternativas, tais como, mudanças de hábitos e costumes procurando diminuir seu consumo de combustível. A sociedade civil organizada deve - e já está mobilizada -  pressionar as autoridades econômicas na busca de uma solução que suavize os percalços, sobretudo, em setores cruciais como o transporte rodoviário, que já é bastante penalizado pelos altos preços dos pedágios ou das estradas sem o mínimo de estrutura. E o Governo Federal? O que ele pode fazer? 
O já desgastado e impopular Governo de Michel Temer, que até cogitou em colocar seu nome como pré-candidato a reeleição, mas desistiu devido às baixas intenções de votos que seu nome obteve nas pesquisas (0,8%), convocou (22/05/2018) às pressas uma reunião com sua equipe econômica e com o competente Presidente da Petrobrás, Pedro Parente. 
E qual foi a importante decisão que tomaram nessa reunião de emergência? De suspender a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, criada a partir da Lei 10.336/2001, que incide sobre a importação e comercialização de combustíveis), que na prática não vai alterar em praticamente nada o preço dos combustíveis na bomba. O consumidor final sequer vai perceber essa redução insignificante na hora de abastecer. 
No dia 23/05/2018, o Congresso no uso de atribuições (sempre lentas e morosas) deixou de discutir as questões alusivas à privatização da Eletrobrás e retomou as votações sobre a Reoneração da Folha de Pagamentos e aproveitaram para isentar empresas de determinados setores em relação a cobrança do PIS/COFINS (até o final de 2018) sobre o Diesel. Foi aprovado na Câmara dos Deputados, mas ainda resta o Senado. Enquanto isso, o País está parado devido à greve dos caminhoneiros que coloca a sociedade em risco eminente de desabastecimento geral, não apenas de combustíveis, mas de gêneros de primeira necessidade, pois, sem transporte os produtos não chegam aos consumidores finais.
Se o governo Federal se vê impossibilitado de intervir de forma mais agressiva no setor de combustíveis, uma vez que não depende apenas dele, já que a violenta crise cambial altera de forma substancial o cenário internacional do Petróleo. Ele poderia utilizar algumas soluções internas. Não subsidiando o preço dos combustíveis, pois tal recurso poderia colocar novamente em risco a nossa maior empresa estatal e representaria um retrocesso a políticas equivocadas implantadas pelo governo anterior. Mas poderia sim buscar aliviar o consumidor em outros setores vitais e urgentes da economia, procurando caminhos pelas frestas das leis objetivando reduzir ou isentar determinados esferas da economia (não apenas o Diesel) da pesada carga tributária. Mesmo que temporariamente, já seria uma forma de tirar dos ombros dos brasileiros mais esse ônus.
O inexistente governo de Michel Temer não conseguiu se antecipar a crise a muito tempo anunciada e agora não sabe o que fazer para superá-la de forma efetiva. O Brasil está literalmente sem governo. Entretanto, não é tempo de perder as esperanças, pois 2018 é um ano eleitoral e você tem em suas mãos uma arma poderosa e inquestionável, o seu voto.


Continue lendo ››